A formação judiciária europeia é importante para todos os profissionais da justiça, com prioridade para os juízes e procuradores, a fim de que estes possam adquirir as competências necessárias para aplicar o quadro legislativo europeu. A compreensão e a confiança mútuas entre os profissionais da justiça garantem que os direitos das pessoas singulares ou coletivas são defendidos de forma clara e coerente.
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A formação judiciária europeia é fundamental para todos os profissionais da justiça, nomeadamente os funcionários judiciais, advogados, solicitadores, oficiais de justiça, notários, mediadores mas, sobretudo, para os juízes e procuradores.
Tendo em conta as novas responsabilidades atribuídas pelo Tratado de Lisboa à União Europeia e a fim de executar as prioridades estabelecidas pelo Programa de Estocolmo no domínio da formação judiciária europeia, a Comissão Europeia publicou uma Comunicação intitulada «Gerar confiança numa justiça à escala da UE - Uma nova dimensão para a formação judiciária europeia». O objetivo dessa comunicação é dar uma nova dimensão à formação judiciária europeia e permitir o acesso de um número ainda maior de profissionais da justiça a ações de formação de qualidade sobre o direito da União Europeia.
Três quartos dos juízes e procuradores inquiridos consideraram que o número de casos que envolve o direito da UE tem aumentado ao longo dos anos. Tornou-se, pois, necessário melhorar e alargar as ações de formação propostas a nível da UE. Quase metade dos juízes e procuradores inquiridos tratam casos de direito da UE pelo menos uma vez cada três meses. Consequentemente, 65 % dos juízes e procuradores considera que o conhecimento do direito da UE e a sua aplicação são relevantes para as funções que exercem (resultados de um inquérito individual aos juízes, procuradores e funcionários dos tribunais nos Estados-Membros da UE sobre a sua experiência de formação judiciária: estudo do Parlamento Europeu sobre « «Formação judiciária nos Estados-Membros da União Europeia»», de 2011).
A Comissão Europeia estabeleceu o objetivo de permitir que 700 000 profissionais da justiça, metade dos profissionais da justiça da União Europeia, participem em atividades de formação judiciária europeia até 2020 através da utilização dos recursos disponíveis a nível local, nacional e europeu, em conformidade com os objetivos do Programa de Estocolmo.
A realização deste objetivo é da responsabilidade conjunta de todas as partes interessadas. Os Estados-Membros, os Conselhos Superiores da Magistratura, os organismos nacionais e europeus de formação judiciária e as profissões jurídicas a nível nacional e europeu devem assumir o compromisso de integrar o direito da UE e a sua aplicação na formação a nível nacional e local e de aumentar o número de atividades de formação em direito da UE e o número de participantes.
A Comissão Europeia convida os Estados-Membros e os profissionais da justiça a assegurar que estes últimos beneficiem durante a sua carreira profissional de, no mínimo, uma semana de formação sobre o acervo e os instrumentos jurídicos da União.
A Comissão Europeia compromete-se a aumentar o financiamento disponível para a formação judiciária europeia, com vista a apoiar projetos de elevada qualidade com grande repercussão europeia. O objetivo dos projetos será formar os profissionais da justiça em direito da UE, incluindo o desenvolvimento da aprendizagem eletrónica. No âmbito do novo quadro financeiro plurianual para 2014-2020, a formação judiciária europeia é uma das prioridades, que contribuirá para a formação de mais de 20 000 profissionais da justiça por ano até 2020.
Estão disponíveis informações sobre o apoio financeiro da UE a projetos de formação judiciária europeia nos sítios Web da Direção-Geral da Justiça e dos Consumidores, da Direção-Geral da Concorrência, da Direção-Geral da Migração e dos Assuntos Internos e do Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF).
Desde 2013, a Comissão tem apoiado o AIAKOS, um programa de intercâmbio de duas semanas destinado a novos juízes e procuradores gerido pela Rede Europeia de Formação Judiciária (REFJ). A Comissão também desenvolverá medidas de acompanhamento, promovendo a utilização do Portal Europeu da Justiça Eletrónica e elaborando orientações práticas, p. ex., sobre metodologias de formação e processos de avaliação.
A Comissão incentiva igualmente a constituição de parcerias público-privadas como forma de desenvolver soluções inovadoras em matéria de formação. Tais parcerias podem contribuir, em especial, para alargar a formação judiciária europeia em termos de número de atividades oferecidas e de número de participantes em condições de beneficiarem das mesmas.
A Comissão elaborou módulos de formação sobre a aplicação de instrumentos legislativos europeus específicos. Estes são disponibilizados gratuitamente e podem ser utilizados e adaptados pelos formadores a diferentes contextos nacionais e grupos de destinatários no âmbito de cursos de formação especializados. Os referidos módulos podem ser encontrados na secção «Material didático» do Portal.
A Comissão publica um relatório anual em inglês sobre a participação dos profissionais da justiça na formação em direito da UE na União Europeia:
Em 2013-2014, a Comissão levou a efeito o projeto-piloto sobre formação judiciária europeia proposto pelo Parlamento Europeu para identificar as melhores práticas na formação dos profissionais da justiça em direito da UE. Os resultados desta iniciativa são os seguintes:
Em 2006, a Comissão Europeia apresentou ao Parlamento Europeu e ao Conselho uma Comunicação sobre a formação judiciária na União Europeia.
Em 2008 foi adotada uma Resolução do Conselho e dos Representantes dos Governos dos Estados-Membros reunidos a nível no Conselho, sobre a formação dos juízes, procuradores e funcionários judiciais na União Europeia.
Em 2009, o Parlamento Europeu publicou um estudo sobre o reforço da formação judiciária na União Europeia
(553 Kb)
, em francês.
A entrada em vigor do Tratado de Lisboa, em dezembro de 2009, proporcionou uma base jurídica para as atividades relacionadas com a formação judiciária europeia. Os artigos 81.º e 82.º preveem «o apoio à formação dos magistrados e dos funcionários e agentes de justiça» como uma das medidas necessárias para reforçar a cooperação judiciária em matéria civil, comercial e penal.
Em dezembro de 2009, o Conselho adotou o Programa de Estocolmo que dá grande destaque à questão da formação judiciária europeia para todos os profissionais do direito.
No âmbito do Plano de Ação de aplicação do Programa de Estocolmo e do relatório de 2010 sobre a cidadania da União, a Comissão definiu a formação judiciária europeia como uma prioridade. Também o Parlamento Europeu sublinhou reiteradamente que uma formação judiciária adequada contribui de forma significativa para a melhoria do funcionamento do mercado interno, tornando mais fácil para os cidadãos o exercício dos seus direitos.
No final de 2010, a Comissão lançou uma consulta das partes interessadas, em que participaram os Estados-Membros, bem como os membros do Fórum da Justiça e das Redes e estruturas europeias de formação. O resumo das conclusões da consulta pode ser consultado aqui
(192 Kb)
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Em 13 de setembro de 2011, a Comissão Europeia aprovou a Comunicação «Gerar confiança numa justiça à escala da UE - uma nova dimensão para a formação judiciária europeia».
Nas suas conclusões, de 27 e 28 de outubro de 2011, sobre formação judiciária europeia (disponíveis em inglês), o Conselho da Justiça e dos Assuntos Internos incentivou a partilha anual de informações com a Comissão sobre a formação disponível em direito da UE e o número de profissionais formados, tendo convidado a Comissão a analisar a possibilidade de apresentar um relatório anual sobre a formação judiciária europeia.
Em 2012, o Parlamento Europeu propôs o lançamento de um projeto-piloto sobre a formação judiciária europeia, com vista a contribuir para:
Em novembro de 2013, a Vice-Presidente Reding proferiu um discurso em inglês na sessão de trabalho do Parlamento Europeu sobre «Formação jurídica: um instrumento essencial para a excelência judiciária europeia».
Em junho de 2016, a Rede Europeia de Formação Judiciária (REFJ) adotou nove princípios relativos à formação judiciária visando servir de base para o sistema judiciário gerir as suas necessidades de formação e de enquadramento para os prestadores de formação planearem e facultarem formação aos juízes e procuradores. Os referidos princípios abordam questões como o direito à formação judicial durante o tempo de trabalho, a responsabilidade de disponibilizar os recursos necessários, a formação inicial obrigatória no princípio de carreira, a utilização de métodos de formação modernos e a inclusão de questões técnicas e não jurídicas nos vários domínios de formação. O texto dos princípios e a informação de base podem ser consultados aqui eminglês e em francês.
Reforçar a cooperação judiciária na União Europeia
(1694 Kb)
, 2009, em francês
Formação judiciária nos Estados-Membros da UE, 2011, em inglês
Seminário do Parlamento Europeu sobre a «Formação dos profissionais da justiça: ensino do direito da UE e da aptidão para julgar»: Sessão I – Aprendizagem e acesso ao direito da UE: algumas boas práticas e Sessão II – Melhorar a confiança mútua (em inglês), 2013.
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